Valerian e a Cidade dos Mil Planetas: um espetáculo visual

Existem filmes que conquistam pela história, outros pelos personagens e alguns que chamam a atenção principalmente pelo universo que apresentam. Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, dirigido por Luc Besson, é um desses casos. É um filme que me encanta pela criatividade visual, pelos cenários e pela quantidade de detalhes presentes em seu universo, mesmo que nem tudo funcione tão bem quando olhamos para a história.
Lançado em 2017, o filme acompanha Valerian e Laureline, dois agentes especiais que precisam investigar uma ameaça que coloca em risco a cidade de Alpha, um lugar onde diferentes espécies de todo o universo convivem. A proposta é interessante, mas, para mim, o grande destaque está muito mais na maneira como essa história é apresentada do que no enredo em si.

Um universo que impressiona
O ponto mais forte do filme é, sem dúvida, sua direção de arte. A cidade de Alpha é impressionante, cheia de criaturas, tecnologias, cores e ambientes que parecem ter saído diretamente da imaginação de alguém que não tem medo de exagerar. Gosto muito de como o filme apresenta diferentes espécies e lugares, criando a sensação de que existe um universo inteiro para ser explorado além da história principal. É o tipo de produção em que dá vontade de prestar atenção nos cenários e nos detalhes, porque sempre parece haver alguma coisa interessante acontecendo ao fundo.
A criatividade visual é o que mais me prende durante a experiência. Luc Besson constrói um mundo que tem personalidade própria e consegue transmitir a sensação de grandiosidade que uma aventura espacial desse tipo precisa ter. É impossível não lembrar de O Quinto Elemento, outro filme do diretor que também aposta em um futuro cheio de cores, tecnologias e ideias bastante particulares. Para mim, existe uma liberdade criativa nas duas produções que torna seus universos tão interessantes.
Cara Delevingne é um dos destaques
Outro ponto que gosto bastante é a atuação de Cara Delevingne como Laureline. A personagem tem personalidade, atitude e presença, e a atriz consegue chamar a atenção sempre que aparece. Para mim, ela é uma das partes mais interessantes do filme. Dane DeHaan interpreta Valerian, e os dois formam a dupla central da aventura. O problema, na minha opinião, está na relação entre eles. O filme tenta construir um romance que acompanha a missão dos personagens, mas não acho que essa relação seja tão cativante quanto deveria.
Falta aquele envolvimento que faz a gente realmente torcer pelo casal. Em alguns momentos, o romance parece receber mais atenção do que a conexão entre os personagens consegue sustentar. Como a história depende bastante dessa dupla, isso acaba enfraquecendo um pouco a experiência. Ainda assim, gosto da presença de Laureline e acho que ela ajuda a manter o interesse mesmo quando o relacionamento dos protagonistas não funciona tão bem.
Uma história que poderia ser melhor
Apesar de todo o cuidado com o universo visual, não considero o enredo o grande destaque de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. A investigação que conduz a aventura tem seus momentos interessantes, mas a história não me envolve tanto quanto os cenários e a criatividade da produção. É aquela situação em que você percebe o potencial de tudo o que está sendo apresentado, mas gostaria que a narrativa fosse tão marcante quanto o visual. O universo criado é tão rico que poderia render uma história ainda mais envolvente.
Isso não significa que o filme não tenha qualidades. A aventura tem ação, mistério e situações que aproveitam bem a variedade de criaturas e ambientes. Só acho que, diante de tanta criatividade, o resultado poderia ser mais forte no desenvolvimento da trama e dos personagens.

Vale a pena assistir?
Para mim, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas vale a pena principalmente pela experiência visual. É um filme que demonstra muita imaginação e cria um universo que dá vontade de explorar. A direção de Luc Besson e a presença de Cara Delevingne são dois dos aspectos que mais me agradam. Por outro lado, o romance entre os protagonistas não me conquista tanto, e a história não chega a ser tão marcante quanto poderia. Mesmo assim, não acho que isso apague o que o filme tem de melhor.
No fim, é uma produção que recomendo para quem gosta de ficção científica e de filmes que apostam em mundos diferentes e visualmente impressionantes. Talvez não seja uma história que fique na memória por muito tempo, mas seu universo é daqueles que fazem valer a experiência. Às vezes, um filme não precisa acertar em tudo para ter algo especial. E, no caso de Valerian, é justamente a criatividade visual que faz com que eu continue gostando dele.








Comentários